Marte
Marte de outros olhos sem ilusão, de outros amores sem amor. Marte tardio, do frio sem arrepio, do calor sem procura da sombra da árvore que amadurece os frutos da nossa vontade. Marte que abriga outra maldade que não esta de trincar o fruto inocente, do pecado de causar dor a uma vida que vem de outro ventre diferente. Marte que não sente as marés geniosas a querer despedaçar os rochedos do seu destino. Marte sem sal, insípido. Paraíso dos hipertensos, dos anoreticos, dos diabéticos, dos psicopatas sem empatia. Marte, esse deus da guerra que escondeu seus carros de combate e seus soldados. Marte, que alegria porque tem vida, um micróbio em agonia por não saber perfurar a pele macia de um bebé terreno, que sorri feliz. Em Marte não há cólicas. Rosa Maria
Comentários
Enviar um comentário